Preço mínimo demais

Desde 1º de julho, quando começou a safra 2018/2019, a definição dos preços mínimos dos alimentos, pelo governo federal, tem desagradado aos produtores. Isso por conta dos descompassos de preços entre as várias commodities. A ferramenta, que deveria proteger a renda do produtor, não cumpre a missão. Em culturas nas quais as cotações estão firmes e com perspectiva de alta, como algodão e milho, o governo reajustou o preço mínimo. Agora, para cultivos como arroz, feijão e até café, os preços mínimos foram pouco ajustados, ou nem isso. No caso do arroz, o preço para a safra atual é R$ 36,44 a saca, contra um custo de produção de R$ 45,21 na safra passada. No café, que teve aumento do mínimo para R$ 341,21 a saca do arábica e para R$ 202,19 a do conilon, o custo operacional de produção da safra 2017/2018 foi de, respectivamente, R$ 390 e de R$ 240, segundo a CNA.

A venda direta de etanol hidratado, pronto para o consumo, das usinas para os postos de combustíveis, tem gerado polêmica. Sua aprovação pode gerar perdas tributárias da ordem de R$ 2 bilhões por ano, mas também pode ajudar a reduzir o preço do combustível nas bombas do Nordeste. Assim, os produtores da região apoiam a proposta, enquanto o Centro-Sul é contrário. Para mediar a questão foi formado um grupo de trabalho que reúne o Ministério das Minas e Energia e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

O argentino Juan José Blanchard é o novo CEO da Biosev, companhia do setor sucroenergético controlada pelo grupo de origem holandesa Louis Dreyfus. Blanchard foi escolhido na companhia, depois de 20 anos de experiência operacional na Ásia, Europa e América Latina. Entre os vários cargos já exercidos está o de chefe global dos negócios de fertilizantes e insumos e o de COO global de oleaginosas. A Biosev, com usinas de cana-de-açucar em cinco Estados, contou um uma injeção de capital de US$ 1 bilhão no primeiro trimestre e passa por reformulações. Assim como todo o setor, no qual um terço das empresas enfrenta dificuldades.

Em julho do ano passado, com 56% dos votos, o brasileiro Guilherme Costa, servidor Mapa desde 1981, foi eleito presidente do Codex Alimentarius, com sede em Roma. No mês passado, o brasileiro foi reeleito por aclamação. Costa, que tem uma longa carreira como adido na Organização Mundial do Comércio, é reconhecido por sua expertise em negociações e regulação de alimentos. O Codex, criado em 1963 pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e pela Organização Mundial de Saúde, trata de padrões, diretrizes e recomendações para a segurança, qualidade e comércio de alimentos de 188 países.

O engenheiro agrônomo Alexandre Moreno, sócio da Syntese, empresa que nasceu há 15 anos e se especializou em educação corporativa, lançou o livro “Facilitação, um jeito de ser”. A obra é inspirada nas teorias do americano Carl Rogers, um dos pais da psicologia humanista. Ele entendia o ser humano como responsável por seu crescimento pessoal, sendo capaz de desenvolver suas habilidades. Moreno mostra como essas teorias são aplicadas a empresas e empreendedores, e como as lideranças podem ser inovadoras. A publicação é da Qualitymark Editora, do Rio de Janeiro.

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